domingo, 14 de setembro de 2008

meu voto vai para...

Daria seu voto para algum candidato que já leva o adjetivo "malandro" em seu nome? Pior ainda é saber que o estranhamento nominal não é de batismo, como: Pinto ou Rego. O acréscimo no substantivo próprio foi realizado por livre e espontânea vontade. Bom, de uma coisa eu estou certa - ao menos ele não esconde sua afinidade e já revela de cara suas características.
Para completar só falta o já chavão - "rouba, mas faz"! Tá aí um casamento perfeito, na lealdade e honestidade.
Amém!

domingo, 31 de agosto de 2008

Temporariamente fora de serviço

Se todas as grandes corporações podem se manter fora do ar. E por tempo indeterminado, quem dirá um simples blog que tem como endereço: namaquinadeescrever?
Olha só... nessas últimas semanas fiquei sem internet, sem TV à cabo, sem carro (ele resolveu quebrar numa bela manhã) e entrevistado (a minha fonte não atendeu o celular, nem mesmo respondeu aos meus e-mails). Consequentemente - eu fiquei sem ânimo, tempo e por aí vai...
Mas foi lutando contra todas as forças contrárias que liguei para a empresa de TV e, depois de muito esperar uma atendente ter a paciência de ouvir o meu problema, um protocolo. Algo como 15865478 ou 2356984, tanto faz!, mas que garantia o registro do meu pedido. Questionei o que a empresa queria dizer com isso... mas se são normas, quem sou eu para não concordar? Eu já estava devidamente numerada e depois disso, a próxima etapa era esperar. Hum! Isso talvez seja o mais difícil momento para o "temporariamente fora de serviço". No entanto, acredito que quatro horas foram suficientes para o meu desejo ser atendido.
Em alguns casos, como o retorno do meu entrevistado, a espera pode ser bem maior. Acho que isso merece algumas linhas. Na Bienal do Livro desse ano conheci um autor-garoto ou um garoto-autor (acho que faz mais sentido!) e resolvi fazer um convite para uma entrevista. No meio de uma semana cheia de coisas fora do ar, não consegui falar com o pai do menino. A minha fobia era enorme - deadline em cinco dias e nem fonte eu tinha mais. Em um segundo fiz um e-mail para o pai do meu garoto-autor, que por sinal também é jornalista, o qual começava assim:
"Caro João,
Estou tentando entrar em contato com você, sem sucesso, para agendarmos a entrevista que havia comentado contigo na Bienal (...)".
Depois de um dia, uma resposta dura e bruta: "Primeira regra do jornalismo, meu nome não é João é José. Nesse instante, tive vontade de voltar a nossa troca de e-mail e mostrar ao jornalista João, José, Ricardo ou Pedro que meu nome também não é Maria, como ele havia me chamado no primeiro contato. Sem dúvida alguma, essa troca de vocativos me ocasionou um "temporariamente fora de serviço".
Mas, como tudo é transitório e nada duradouro: meu carro já circula novamente as ruas de São Paulo, a entrevista vai ao ar no próximo sábado na Rádio CBN, estou com internet e TV e você no meu Blog, novamente. Por sinal, eu nem te dei um número de protocolo.
Abraços,
Maria ou Mariana, como quiser ou preferir...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Da boca para fora...

Caro leitor, pouco sabe sobre a escritora desse blog de amenidades mundanas - talvez nome, ambições jornalísticas e fanatismo por tudo aquilo que se devora e mastiga. Acho que nada mais! Aqui, quem sabe um post explicativo. Assim, prefiro o uso da primeira do singular.
Para quem não sabe, sou estudante de jornalismo da querida Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e busco uma profissão que não me torne uma louca pelos formatos da ABNT e números de toques. Nem mesmo refém do ar condicionado, escritório fixo e um “boss”, aquele que tem que ser paparicado diariamente.
Calma! Eu posso estar sendo influenciada pelo filme que assisti ontem, Diário de uma Babá. Um tanto quanto mamão com açúcar, mas muito real quando aborda a sociedade empregatícia dos dias atuais. Só um minuto, o telefone toca. Para ilustrar ainda mais o que escrevo (ou reclamo) era meu namorado. Aos que não sabem o recém-formado em publicidade já está no campo executivo (ou de execução, se preferir). E nesse momento estava no seu banho de sol, tempo do pós-almoço que se compara aos presidiários no pátio. Decididamente, posso ter escolhido a profissão errada.
Estou no último período do curso, o que me faz crer que não há mais volta quando o assunto é - profissão. Para o projeto de conclusão, uma rádio web infantil. Quer tema mais delicioso? Enfim, o meu encanto por crianças e pela educação é notório. Fuga dos jornais impressos, assessorias de imprensa e televisão – ao rádio e todo o seu lado imagético. Como também sou estudante de Letras da USP, o meu duelo parece ser ainda mais evidente: ora nas aplicações literárias e sentimentos ilusórios, ora na aprendizagem de um lead e nas chacinas do Rio de Janeiro. Conflitos que foram intensos nos dois anos que me mantive matriculada nos dois cursos. Depois do aparecimento do primeiro emprego, tranquei a USP e estive distante das letras até esse semestre.
Agora, estou de volta aos verdes da Cidade Universitária, fato que me fez escrever hoje. Primeiro, a minha vontade de estar lá foi maior do que tive no passado, não só por ter mais encanto pelo nome e grandiosidade da universidade, mas por me encantar pelas aulas. Segundo, o voltar é sempre engraçado. Vi por lá rostinhos conhecidos, figuras engraçadas, e muitas vezes até estranhas. Lidei, mais uma vez, com toda aquela diversidade cultural – vi africano e conheci uma menina que pretende se habilitar em grego, logo no primeiro dia. Fazer amizades por lá não foi meu forte. E hoje percebi que esse problema não era só meu. Em um piscar de olhos encontrei um camarada da PUC. Também estudante de jornalismo que procurou complementar seu curso na Letras. Logo o companheiro se abriu: “bom encontrar com alguém conhecido em uma faculdade que não se tem amigos”. Acho que foi mais ou menos assim que ele disse. Desagregador, eu acho.
Voltando para a minha mais nova conhecida dos estudos gregos, pelo que eu entendi seu aniversário é nessa próxima quinta-feira. Motivo pelo qual ela marcava um evento para reunir amigas. Duelo mais uma vez. Será que as pessoas se relacionam por lá mais facilmente do que imagino? Talvez o ar jornalístico já impere em mim e no meu camarada “pucniano”, fazendo com que as discussões Machadianas não sejam tão intensas quanto deveriam ser. Coisas superficiais de jornalistas.
Para o aniversário da garota, algo fora do comum. Não, ela não queria festa, almoço em família, barzinhos, consumação e nem nada disso. Ela simplesmente marcava um cineminha no Espaço Unibanco. Quanto ao filme, deixou a escolha para suas amigas. Afinal, a estudante do Grego já havia assistido todos que estavam em cartaz. Nessa hora, fiquei muito sem saber o que falar. Jornalistas tomam cerveja e ficam de papo para o ar no boteco. Será essa a nossa diferença?
Caso a resposta seja “sim” e a vida no curso de Letras for mais palatável que a vida jornalística, me convidem para o cinema, apenas. Nada como uma vida de cinema, música e observações literárias e filosóficas.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A partir dos filmes

Depois de alguns filmes, um texto:


Segundo o Houaiss, a palavra criança tem a seguinte descrição: indivíduo que se encontra na fase que vai do nascimento à puberdade. Apesar dos critérios físicos e emocionais que envolvem essa definição, o dicionário acaba apresentando uma visão uniforme dessa fase da vida. Ao se deparar com o conceito supracitado, parece que criança é uma massa amorfa, a qual é moldada a partir da adolescência ou do início da fase adulta.
No entanto, o cinema mostra um outro olhar – crianças com visão, inteligência e sabedoria. Assim, alguns filmes traçam um perfil infantil diferente daquele apresentado pela mídia atual – Bom dia, filme japonês do diretor Yasujiro Ozu, Cría Cuervos, do espanhol Carlos Saura, O Garoto de Charles Chaplin, Os incompreendidos do François Truffaut, Pai Patrão, um filme italiano de 1977, Vítimas da Tormenta de Vittorio de Sica e o brasileiro Central do Brasil. A partir de uma breve análise da cinematografia um novo conceito de infância será firmado, o qual será construído numa base educacional sólida.
Começando pelo filme japonês, Bom dia aborda a relação familiar japonesa nos anos 50. Tendo como personagens principais dois garotos que sonham em ganhar uma televisão, a produção mostra a forte opinião das crianças diante a uma sociedade repressora (os pais decidem se os filhos podem comer mais ou não, as mulheres são subordinadas aos seus maridos e a relação com o dinheiro é de suma importância). Diante dessa perspectiva, os dois irmãos fazem greve de fome e passam também a se calar. Não só como uma forma de protesto, mas pelo pai ter julgado que crianças só falam besteiras e coisas desnecessárias. Para calar o pai, eles apenas mostram que são os adultos quem falam coisas sem sentido, diariamente – nos comprimentos de bom dia, boa tarde e boa noite.
O emocionante Pai Patrão, dos diretores Paolo Taviani e Vittorio Taviani, expõem uma tirania patriarcal italiana. Retirado da escola para trabalhar com o seu pai no campo, Gavino tem uma infância demarcada por violência e força física. No entanto, durante seu crescimento ele sabia sobre seu interesse pelos estudos e se engajou para ter a arma, a qual o seu pai jamais teria – a cultura. O filme mostra uma relação interior abalada na infância, mas que conseguiu ser reconstruída a partir da educação.
“Não entendo por que dizem que a infância é a época mais feliz na vida de alguém”, diz Ana, personagem principal do filme Cría Cuervos. A família, demarcada por um luto eterno, sofre pela perda da mãe e, em conseqüência, pela morte do pai. Em uma retrospectiva, Ana recorda as crises entre seus pais e todas as tristezas que incomodavam a sua mãe. De uma sabedoria e decisão ímpar, a garota coloca na água do pai uma substância que ela acredita ser um veneno. Dessa forma, ela conseguiria se vingar da pessoa que mais fez mal a sua mãe. O fato é que o pó não era mortal, mas o que intriga o telespectador é lado racional de uma garota de apenas sete anos.
Central do Brasil, O Garoto e Os incompreendidos trabalham uma temática em comum: crianças sem pais. No filme de Chaplin, um bebê é abandonado pela sua mãe e é encontrado por um vagabundo. Já no longa brasileiro, o personagem principal fica órfão e luta para conhecer o seu pai. Em Os incompreendidos, o garoto é desprezado pela sua mãe. Como seu pai era adotivo, a relação que eles mantinham não era das melhores e numa explosão de comportamento do menino seus pais resolveram leva-lo à polícia. Abandonados resolvem se apegar às pessoas que mantém algum tipo de relação com eles – o vagabundo, a moça que ajudará na busca do pai, um amigo que também não tem a melhor relação familiar. Nessas três perspectivas as crianças são apresentadas como vítimas de abalos familiares, mostrando que a partir daquele ponto o caminhar com as próprias pernas era necessário.
Por fim, Vítimas da Tormenta conta a triste história de dois garotos de rua na Itália pós-guerra. Os meninos engraxates são enganados e acabam presos por venderem um tecido roubado. Na prisão o filme demonstra toda inteligência e maturidade dos garotos, evidenciando que havia muito aprendizado em pouca idade.
A partir dos filmes um novo patamar pode ser alcançado - uma criança tem um raciocínio muito maior do que a mídia e a programação infantil têm proporcionado. Fica evidente que os tempos são outros, não vivemos em um período de repressão política ou de guerra, mas não é preciso acabar com as vertentes do pensamento e com os estímulos intelectuais de uma criança. O que acontece é a exposição de um mundo surreal, algo que só enfatiza no visual, na imagem e na possibilidade de ter novos brinquedos ou roupas. Enfim, não há como mostrarmos uma outra coisa se conhecemos aquilo, apenas. Uma pequena mostra de cinema pode nos proporcionar um outro olhar quando o assunto é a infância - estímulos, pensamento, educação.

domingo, 20 de julho de 2008

Todo desejo é um desejo de morte


Gula: a afinidade animal e o pecado capital, e vice-versa.


Acabo de comer uma pizza doce, programa ímpar para um domingo. Após meu jantar, lembrei de um livro. Bom, acho que as palavras que seguem explicam melhor. Boa sorte, caro leitor!
A Coleção Plenos Pecados aborda os sete pecados capitais: soberba, luxúria, gula, ira, inveja, preguiça, avareza. Em questão -“O Clube dos Anjos- livro de Luís Fernando Veríssimo, que retrata a história de dez homens que se entregam a fome em bando, sem temer a morte. Em alusões ao Catolicismo, Veríssimo carrega em seu livro o profano e o sagrado, trazendo aspectos religiosos e o desejo para uma mesma plataforma.
Em 140 páginas, o livro consegue ser enigmático, intrigante e desejável ao mesmo tempo, provocando uma mistura de sentimentos em seu leitor – ora os personagens são julgados, ora são totalmente compreendidos. O objetivo talvez seja exatamente esse: será o desejo uma forma de expressão humana intrínseca do ser, ou quem sabe um pecado que condena essa fraqueza humana?
A história gira em torno da busca do prazer por meio da sensação, mais especificamente do paladar. Alegando que os demais órgãos sensitivos se vão ao decorrer da vida e do tempo, o autor afirma em letras garrafais: a fome é eterna e o desejo é um desejo de morte. Nessa perspectiva, os personagens se constroem e se destroem, constantemente. A primeira ação se dá pela lembrança da infância de cada um que compõe o grupo, as histórias das namoradas, festas, encontros, amizade. Já a segunda, a pura e simples degradação do ser pela tentação, fato que os levam a uma morte silenciosa, porém esperada.
Apenas homens, de classe média-alta, nada sucedidos com os seus próprios negócios e talentos (o pintor que não é um artista nato, o escritor que não vê suas habilidades, ou desperdiça a mesma...), inteligentes e que não encontram a mulher ideal: Ramos, Samuel, Saulo, Daniel, Marcus, Thiago, Abel, Pedro, Paulo e André. Em princípio, o encontro era gastronômico, momentos para bons vinhos, charutos, papos de homem. No entanto, com a morte de um dos integrantes, Ramos, as reuniões foram abaladas e a graça se perdeu em meio às quiches e chocolates.
Ironia do destino, ou acaso, o narrador, Daniel na história de Veríssimo, conhece Lucídio em um dia qualquer. Fazendo uma possível menção ao Lúcifer, o personagem que acaba de entrar na história é a perfeita tentação no grupo. Ele demonstra o reflexo do autor, o qual se confunde constantemente na história: será assassino o próprio autor, ou Lucídio é o responsável pelas mortes do grupo?
Em “O Clube dos Anjos” há uma discussão filosófica do Veríssimo: a criação de Lucídio é de sua responsabilidade, e criar um personagem com tais características é se culpar da morte de todos os demais. Tal discussão faz o leitor sair do senso-comum de todo e qualquer livro policial, do ponto de partida já se sabe quem é o assassino, e ele se confunde com o próprio autor do livro, aquele quem o deu vida. Luis Fernando Veríssimo afirma em suas primeiras páginas, que todos nós matamos em pensamento, mas o colocar o crime no papel é realmente efetuar um crime, e isso é pura e simplesmente responsabilidade do autor. Sim, Lucídio estava criado, e em torno dele que se dá a trama.
De um gosto requintado, olhares misteriosos, um sorriso “amarelo”, o Lúcifer da história consegue reavivar o espírito do grupo e o desejo incontrolável por aquilo que se tritura, se mastiga e se acaba – a destruição do objeto que fornece o prazer. O cozinheiro de viés francês participava de uma reunião com um grupo japonês, onde em busca do prazer degustava um raríssimo peixe venenoso. O objetivo: saborear a preciosidade e temer a morte, ao mesmo tempo. Veríssimo deixa na cara do leitor o que acontecerá com o Clube do Picadinho, nome dado ao grupo de Daniel. Lucídio trará sua prática oriental ao encontro gastronômico dos rapazes.
O fato de não deixar nada implícito ao leitor remete a mais curiosidade ainda, à medida que os jantares acontecem é notório que mais alguém morrerá, mas pensar no que o desejo representa na vida humana instiga a leitura. Fazendo uma alusão com a Bíblia, o primeiro a morrer foi Abel, e na seqüência, André. A escolha da vítima, ou do satisfeito (como demonstra no livro) parece ser em ordem alfabética. No entanto, o convite à morte não muda em nenhum dos casos, fato que faz com que o leitor também já premedite quem é o integrante da vez. O prato predileto do “escolhido” é feito, todos jantam, se divertem, fazem brindes e se deliciam, mas resta sempre apenas uma porção para ser repetida. Quem sempre aceita é o destinatário do jantar. Gula, veneno, morte.
Essa seqüência obedecida e repetição dos fatos parece ser realizada propositalmente, o leitor já sabe quem vai morrer, e o degustador espera a sua morte. E o prazer é construído exatamente nesse ponto: a morte acentua o gosto do que se come, e saber o dia do seu fim é tornar-se ativo, não mais passivo, como de costume. Lucídio, Veríssimo ou até mesmo Daniel, quem integrou o cozinheiro ao grupo, não importa. Se for analisado, não há um assassino de fato, quem morre não é vítima de alguém, mas de sua aspiração: todo desejo é um desejo de morte.
Da capa à última frase, o livro é provocante – são tons de vermelho, pecados, desejos, sedução. E o leitor busca os seus anseios e vontades em meio às instigantes comparações e deliciosos banquetes. Um prato cheio.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ainda sobre o pão

Um artigo, publicado hoje, no caderno Link do Estado de S.Paulo conseguiu me amedrontar um pouco mais - será que a nuvem virtual (termo usado pelo jornalista) sofrerá problemas de uma hora para outra? O texto do Pedro Doria fala sobre a probabilidade de futuros obstáculos no acesso à internet - causado pelo excesso de usuários e conteúdo ou até por invasão dos hackers na rede. Sim, em um piscar de olhos, a internet não estaria em nossas casas, trabalho, computadores...
A manchete do jornal,"Será que um dia a internet cai de vez?", causa a mesma sensação daquelas publicadas na época do "bug do milênio". Dúvidas! Segundo especialistas, a passagem para o ano de 2000 implicava num não reconhecimento no sistema. De fato, se me perguntarem, em termos tecnológicos, a diferença entre uma programação binária para a que foi assumida após a data mencionada nada sei. Só sei dizer que na minha vida, nada mudou. Por sinal, era esse problema? Porém, questionar a veracidade ou a porcentagem de um boom na navegação me causa receio. Poxa, ter as minhas fotos, textos, mensagens e amigos em qualquer canto do mundo e em qualquer tela cibernética me causa tanto conforto que não consigo me imaginar fora das nuvens. A rede proporciona isso, não?
Quer algo mais inseguro e volátil do que isso? Lá vou eu com a teoria: aproveite, caro leitor, aqui já tem mais uma folha para guardar seu pão. E aí, acredita na informação e vai buscar a broa de milho ou imagina que são apenas mais algumas conjecturas virtuais?
Para visualizar as linhas do jornalista Pedro Doria - http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=14081.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Para não embrulhar seu pão!


Nem venha com essa de dizer que estou demorando muito para dar as caras. São Paulo é assim, vida de jornalista (por mais que não esteja na ativa) é pior, ano de conclusão de curso ferve de idéias o tempo todo. Sem mais. Enfim, vim buscar um tempo! Por mais que eu esteja perdendo alguns minutinhos de sono, o meu orgulho falou mais alto - e isso é raro quando se trata em alimentar um blog. O fato é que eu odiei a idéia que dei na postagem passada (primeira e única até esses meus minutos de fúria) - sem essa de imprimirem minhas linhas para um embrulho de pão.

Vão ter descaso assim com o jornal de ontem. Sim, aquele que já virou banheiro do seu cão ou só serve para embrulhar banana. Por sinal, alguém sabe o motivo bioquímico da ação? Provavelmente, sua avó sempre disse que isso faz com que ela amadureça. Claro, sábia velhinha! No entanto, o que ela tentava dizer é que o etileno da banana se concentra na fruta quando abafada, fazendo com que ela amadureça rapidamente.

Mudando de pato para ganso e de volta ao texto: Não, eu não acho que minhas linhas irão se perpetuar pelo mundo virtual, mas sem essa de querer que elas durem apenas um dia.

Mundo de volatilidades e efemeridades caia na realidade. Blog de segundos, impressos para um dia, notícias de pouco tempo e para um espaço cronológico menor ainda. E para que mais? Não são apenas cinco minutos de fama? Ok, leitor, que o pão nosso de cada dia tenha sempre bons embrulhos.